segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Educação e prática

Marisa Eboli* - O Estado de S. Paulo
 
   O filme Uma Outra Educação (An Education, Grã-Bretanha, 2009, realizado por Lone Scherfig e argumentado por Nick Hornby) é uma adaptação da memória da jornalista Lynn Barber, sobre sua adolescência. Interpretada magnificamente por Carey Mulligan, ela é Jenny, uma jovem de 16 anos que mora com a família num subúrbio londrino, em 1961.
   Inteligente, bela e brilhante aluna, mas sofre com o tédio de ser adolescente e aguarda impacientemente a liberdade da vida adulta. Quando conhece Danny, um homem charmoso e cosmopolita na faixa dos 30 anos, vê um novo mundo abrir-se perante sua vida. Ele a leva a concertos de música clássica, a leilões de arte, viagem a Paris, deixando-a diante de um dilema: continuar dedicando-se com afinco aos estudos para ter o almejado lugar na disputadíssima Universidade de Oxford, ou casar logo com ele para poder vivenciar tudo aquilo que estudava nas aulas e livros? Ela ficou deslumbrada, pois toda aprendizagem adquirira muito mais sentido e significado! É o dilema entre a educação formal e o aprendizado da vida.
   Em casos pontuais, ajudo executivos de alto nível a definirem seus planos de desenvolvimento individual (PDI),estimulando-os a refletir, a repensar e a se responsabilizar pelo seu processo de desenvolvimento. Isso por meio da estruturação de ações que contemplem oportunidades e soluções de aprendizagem capazes de favoreçer aprimoramento contínuo das competências requeridas para o crescimento na carreira. Enfatizo que não se trata apenas de fazer curso, embora na maioria das vezes seja desejável, mas de incorporar práticas que favoreçam seu pleno desenvolvimento.
   O que há de comum entre essas duas situações? O que já é sabido e comprovado na formação de adultos: as pessoas absorvem mais conhecimento pela aprendizagem situada do que por meio de cursos formais (pesquisas apontam que apenas 20% da aprendizagem decorre destes). O detalhe importante, do qual os mais imediatistas se esquecem, é que sem uma boa base de educação formal fica difícil até identificar oportunidades de aprendizagem situada. Daí a tentação de simplesmente cortar esses 20%, e só manter os outros 80%, já que são mais efetivos e, normalmente, bem mais divertidos... Mas sem os 20% de boa formação, esses 80% podem cair por terra. O fato de o percentual ser baixo não significa que não gere impacto expressivo. Basta lembrar que, segundo a revista Proceedings of the National Academy of Sciences de 2002, a diferença genética entre homens e chimpanzés seria algo em torno de 5%... Captou?
   Recentemente, participei do Seminário de Liderança, no The Aspen Institute (Colorado, EUA), centro de excelência fundado há 60 anos pelo empresário Walter Paepcke, presidente da Container Corporation of America, e pelo filósofo Mortimer Adler, que liderava o Seminário Grandes Livros, na Universidade de Chicago.
   A participação de Paepcke no seminário de Adler inspirou a criação do Seminário Executivo do Instituto, que é um fórum baseado nos escritos dos grandes pensadores. Por meio da leitura e discussão de seleções de obras de escritores clássicos e modernos, os líderes entendem melhor os desafios enfrentados pelas organizações e comunidades a que servem. Este seminário, que a meu ver é da maior relevância, tem desafiado os líderes em cada campo (fazem questão de ter representantes dos setores privado, público e terceiro setor) a pensar mais crítica e profundamente sobre a “Boa Sociedade” que desejam construir. Por isso, fiquei pensando como seria importante e apropriado termos esse tipo de discussão entre os três setores aqui no Brasil, sem “intelectualismos” nem “ideologismos”, para refletirmos sobre o País que queremos ser de fato.
   Por outro lado, percebi que meu desafio, contemplando o equilíbrio entre aprendizagem formal e aprendizagem situada, como mencionei no início, não seria fácil de ser superado. Mas estou tentando: compartilhar com você, leitor, é uma primeira ação. Também tenho procurado trocar ideias com outros executivos e colegas de profissão sobre as leituras que fiz e o propósito do seminário. Para alguns executivos que oriento no PDI, indiquei que também participem desse seminário. Além de enfatizar em minhas aulas a importância da filosofia e das humanidades na formação de executivos.
   Este é o grande desafio de todos nós: transformar educação formal em prática com resultado ético!

* É ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO CORPORATIVA, PROFESSORA DE FEA-USP E DA FIA

Fonte: Estadão.com.br/Educação

sábado, 5 de novembro de 2011

Para aprender, experiências e estratégias novas.

Familiares, amigos e demais especialistas estão prontos para compartilhar com você este momento. Afinal, ajudar todos podem, mas o fazer só depende de você. "Conta-se que duas moscas estavam voando e ambas caíram em um copo de leite. Uma delas rapidamente afundou e morreu, enquanto a outra, que se debatia desesperadamente, acabou por fazer uma nata no leite e pôde utilizar esta superfície para apoiar-se e sair voando. Sentindo-se poderosa com sua conquista, nada temeu e quando caiu em outro copo, imediatamente começou a debater-se. Outra mosca que por ali passava pousou na borda do copo e vendo-a já exausta, tentou avisá-la de que havia um canudo pelo qual poderia subir e sair de lá mais facilmente. Sem dar-lhe ouvidos, continuou agitando-se até perder as forças e afundar na água. Moral da história: novas situações exigem novas estratégias."
                                                                           (Autor desconhecido)

Os resultados para procedimentos habituais já são conhecidos. Comece revendo seu perfil como aluno e se não está satisfeito com seu rendimento escolar, verifique o que tem lhe causado dificuldades (falta de dedicação, problemas em casa, sua saúde, a disciplina, o conteúdo, medo, o branco, o tempo...). Realize as tarefas com antecedência suficiente para pedir ajuda quando não der conta dos conteúdos solicitados. Confira se o material necessário está organizado e disponível e observe o tempo utilizado para realizá-las. Lembre-se: "Se estudarmos um pouco todos os dias, não precisaremos ficar o dia todo estudando." Crie uma rotina. Em pouco tempo, estudar tornar-se-á um hábito e consequentemente um prazer. Testando o ato de estudar Leia com atenção as questões abaixo e responda sim, não ou às vezes. Some os pontos obtidos e verifique seu atual perfil de estudante.

A. Como leio um registro?
1. Releio o texto várias vezes até entendê-lo.
2. Tenho dificuldade para destacar o que é mais importante.
3. Quando não conheço uma palavra, procuro-a no dicionário.
4. Faço revisão da matéria estudada.
5. Se fizer anotações enquanto o professor estiver falando, perco parte do que foi dito.

B. Como vai minha concentração e distribuição do tempo para estudos e relações sociais?
1. Tenho dificuldades para me concentrar e reter o que li. Mal terminei, já esqueci.
2. Quando é hora de estudar, demoro para acordar e ficar pronto. Fico sonhando acordado enquanto estou estudando.
3. Fico um tempão esperando a inspiração chegar para poder começar a estudar.
4. Antes de estudar, priorizo outras atividades (TV , computador, telefonemas, etc.).
5. Gosto de estudar sozinho.
6. Descuido dos prazos para entrega de trabalhos e eles ficam malfeitos.
7. Fico muito tempo sem fazer nada ou me distraindo com outras coisas e sobra pouco tempo para estudar.
8. Tenho uma vida social intensa e pouco tempo para estudar.
9. Preparo-me vendo a matéria antes de estudar em grupo.

C. Como são minhas atitudes e hábitos de estudo ?
1. Em dias de prova "dá branco".
2. Preparo-me mentalmente antes de dar uma resposta em uma avaliação ou redigir um texto.
3. Entrego as avaliações sem revisar as respostas dadas.
4. Ao estudar, só passo para o tema seguinte quando tenho certeza de ter aprendido o assunto anterior.
5. Relaciono os conteúdos estudados nas diferentes disciplinas. Percebo que um mesmo tema pode ser abordado de diferentes maneiras de acordo com a disciplina estudada. 6. Relaciono um novo conteúdo a um conteúdo já estudado. Faço resumos e esquematizo o que aprendi.
7. Presto atenção nas instruções antes de começar uma avaliação.
8. Quando me pedem para recorrer a algum conteúdo já estudado, parece que estou ouvindo falar disso pela primeira vez.
9. Estudo só o que me pedem.
10.Tenho dificuldades para assimilar os assuntos devido ao sono e cansaço. Sinto-me indiferente.
11. Tenho dificuldades para estudar um assunto quando não gosto da matéria ou do professor. Some os pontos e verifique o resultado obtido:



De 25 a 39
Está errando na metodologia de estudo. Reorganize-se (horário e forma de estudo), distribuindo melhor o tempo que dedica ao conteúdo de cada matéria.

De 40 a 65
Utilize os pontos positivos observados em sua forma de estudar para avaliar e reestruturar os pontos que estão prejudicando seu desempenho. Modifique pontos estratégicos em sua rotina de estudo para alcançar melhores resultados.

De 66 em diante
Continue assim. Você tem desenvolvido excelentes hábitos de estudo. Parabéns!

Dicas
   Observe-se e registre o período do dia em que rende mais e trace seu plano de estudo:
- tempo para atividades fixas;
- descanso, alimentação, higiene, deslocamentos, horários das aulas, cursos extracurriculares, esporte...;
- tempo para a rotina necessária à melhoria da aprendizagem;
- tempo para ir além do necessário.
   À medida que você interagir com a rotina sistematizada para realizar as tarefas e rever os conteúdos abordados em sala, verificará que, em pouco tempo, estará dando mais atenção aos conteúdos trabalhados durante as aulas e privilegiando o desafio nas revisões, utilizando, para tal, menor tempo para fixação dos mesmos. Tenha o aprimoramento como filosofia de vida. Desafie-se. Compartilhe suas descobertas. Ensinar é a melhor forma de aprender.
                                                                                                                Sucesso!
 
Texto elaborado pela equipe pedagógica de Fátima Rocha, graduada em Pedagogia com habilitação em Administração, Orientação e Supervisão Escolar, pósgraduada em Psicopedagogia Institucional e Clinica, em Inclusão-Necessidades Educacionais Especiais em Neuroeducação.

Como colocar regras?


Não é raro, e é muitas vezes compreensível, que, quando os pais ficam irritados com a criança, imponham regras extremamente rígidas, como: "Se você não terminar o almoço, vai passar a tarde toda no seu quarto". É extremamente difícil cumprir o que foi determinado sem sentir que está pondo a criança numa cela solitária, mas voltar atrás fará do pai um disciplinador inconstante.
Por esse motivo, os regulamentos estabelecidos devem ser razoáveis, protetores e passíveis de serem impostos. Infelizmente, alguns adultos acreditam que a ausência de regulamentos e regras facilita um sentimento de liberdade. Eles insistem em criar uma atmosfera de "permissividade", palavra com conotações positivas e agradáveis, mas que, muitas vezes, é empregada para descrever uma ausência total de regras. . Se o adulto estabelecer uma situação tolerante e se recusar a exigir disciplina, a criança, invariavelmente, interpretará a postura como indiferença.
A criança supõe que não há interesse por ela, e isso é desastroso. Pior ainda, uma criança que é educada de maneira tolerante, muitas vezes não tem controle íntimo adequado, adotando comportamento destrutivo.
Embora possa não ser basicamente destruidora, ninguém, especialmente os seus educadores, faz qualquer tentativa para impor limites em seu comportamento, que a ajudem a dirigir sua energia para atividades úteis ou construtivas.
Todos os psicólogos e psiquiatras sabem que muitos processos, inerentemente construtivos, são criados canalizando-se impulsos potencialmente destruidores. Por exemplo, todas as descobertas destroem idéias preexistentes. Os cientistas, de fato, estão sempre tentando derrubar idéias, substituindo-as por outras melhores.
Só pelo controle do comportamento é que se pode canalizar impulsos destruidores para uma atitude saudável. Muitas crianças, "criadas" num ambiente de tolerância, tornam-se terrivelmente inibidas e ficam apavoradas com seus impulsos destruidores. Como não há adultos junto delas para estabelecer limites que controlem esse comportamento, abstêm-se de toda atividade, tornando-se tremendamente constrangidas. Perguntando-se a elas se estão se divertindo, responderão que não sabem. Há muitos adultos com problemas de comportamento que provêm de um ambiente assim: têm grande dificuldade em tomar decisões e de fazer projetos para o futuro; são às vezes tristes, outras vezes, quietas com tendências agressivas; possuem sintomas de compulsividade e, invariavelmente, é impossível para elas sentirem qualquer prazer. Os limites que pais e educadores não estabeleceram, as crianças mesmas os definem, e, na maioria das vezes, esses limites são mais restritos do que aqueles estabelecidos pelos pais.

Walkíria Gattermayr Ribeiro

Castigar é disciplina?



O castigo, às vezes, é um mal necessário. Se sentimentos e reações não são suficientes para provocar um comportamento aceitável ou suprimir um inaceitável, poderá tornar-se necessário administrar um castigo. Não confundir, porém, isso com disciplina. A disciplina representa regras, regulamentos e controles que limitam o comportamento aceitável.

Como castigar corretamente

O castigo é o preço que a criança paga por desobedecer às regras. O castigo e a disciplina não são permutáveis. ameaçar com um castigo, esteja preparada para cumpri-lo. Há pais que estão sempre ameaçando a criança com castigo, só para intimidá-las. O que não é aconselhável, pois além de perderem a autoridade, minam as regras e os regulamentos que o castigo deveria sustentar. Não se deve fazer nenhuma ameaça que não se esteja inteiramente disposto a cumprir. Às vezes, é melhor ignorar o mau procedimento da criança do que a ameaçar com um castigo que não se aplica. Se pretende-se ser um bom educador ou educadora, convém que se aplique um castigo justo.

A criança precisa experimentar satisfações em seus relacionamentos, além de sentir as restrições que suas expectativas lhe impõem. Se faltar o senso de restrição ou o de satisfação, surgirá um problema. Um educador dominador, que dedica pouca ou nenhuma satisfação aos filhos, expulsa a criança de casa. Por outro lado, mostraram que as crianças criadas numa família sem uma pessoa de grande autoridade, quando adolescentes têm tendência para a delinqüência. Um progenitor ausente ou que seja fraco em estabelecer padrões ou inconstante pode inadvertidamente forçar o filho a buscar seus padrões de comportamento em outra parte – muitas vezes, nos amigos. Esses também podem estar com problemas semelhantes, tornando-os distantes dos valores e padrões do mundo adulto. Esse afastamento pode levar os jovens a serem autodestruidores, devido à pouca sabedoria conseguida em experiências passadas. De certo modo, estão realizando um ritual de comportamento que dá a todos a sensação de que pertencem a alguma coisa e que cada qual se interessa pelo outro - sensação que nenhum deles tinha em sua família. Toda criança gosta de que a tratem como um indivíduo distinto, que sabe o que quer, e reconhece suas diferenças. A criança quer que a ajudem a explorar seus próprios recursos, que conheçam seus feitos e orgulhem-se de suas realizações.

O apoio dos adultos dar-lhe-á o impulso necessário para continuar a empreender cada vez mais atividades independentes.

Walkíria Gattermayr Ribeiro

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Expressões Populares

DEIXAR AS BARBAS DE MOLHO
Significado: Ficar de sobreaviso, acautelar-se, prevenir-se.
Histórico: Na Antiguidade e na Idade Média a barba significava honra e poder. Ter a barba cortada por alguém representava uma grande humilhação. Essa idéia chegou aos dias de hoje. Um provérbio espanhol diz que "quando vocÊ vir as barbas de seu vizinho pegar fogo, ponha as suas de molho". Todos devemos aprender com as experiências dos outros.

FALAR PELOS COTOVELOS
Histórico:  Surgiu do costume que as pessoas muito falantes têm de tocar o interlocutor no cotovelo afim de chamar mais a atenção. O folclorista brasileiro Câmara Cascudo fazia referência às mulheres do sertão nordestino, que à noite, na cama com os maridos, tocavam-nos para pedir reconciliação depois de alguma briga.  

CONHECER NO SENTIDO BÍBLICO
Significado: Ter feito sexo com alguém.
Histórico: A maior parte do Velho Testamento foi escrita em hebreu, em que a palavra "conhecer" (yo-day-ah) é usada em diversas situações diferentes, podendo significar "conhecer intimamente, de maneira próxima". Em uma das passagens bíblicas, por exemplo, Deus diz que "conhece Moisés pelo nome", o que quer dizer que ele o conhece bem, que há um relacionamento entre os dois. Em outros casos, conhecer intimamente pode significar manter relações sexuais com uma pessoa e daí é que vem a expressão.

CHORAR AS PITANGAS
Significado: Chorar muito.
Histórico: O nome pitanga vem de pyrang, que, em tupi, significa vermelho. Portanto, a expressão se refere a alguém que chorou muito, até o olho ficar vermelho.

CUSPIDO E ESCARRADO
Significado: Uma pessoa é muito parecida com outra.
Histórico: Mais uma digreção brasileira. A origem do ditado vem da expressão Esculpido em carrara". A frase é uma alusão à perfeição das esculturas de Michelangelo, pois carrara é um mármore da Itália e foi bastante usado por ele. Algum tempo atrás significava fazer bustos de pessoas famosas em carrara, o mais chique dos mármores, ou seja, fazia uma cópia perfeita da fisionomia da pessoa.

BAFO DE ONÇA
Significado: Hálito fétido.
Histórico: A onça é animal carnívoro e se lambuza na hora de comer a caça, por isso fede muito e sua presença é detectada à distância na mata.

a BEÇA
Significado: Muito, em grande quantidade.
Histórico:  No Rio imperial, havia um comerciante rico chamado Abessa, que adorava ostentar roupas de luxo. Quando alguém aparecia fazendo o mesmo, dizia-se que ele estava se vestindo à Abessa, ou seja, como o comerciante. Virou sinônimo de abundância, exagero. Outra versão é atribuída à grande profusão de argumentos utilizados pelo jurista sergipano Gumersindo Bessa (1849-1923) ao enfrentar Rui Barbosa em famosa disputa pela independência do território do Acre, que seria incorporado ao Amazonas. Quem primeiro utilizou a expressão foi Rodrigues Alves (1848-1919), presidente do Brasil de 1902 a 1906, admirado da eloqüência de um cidadão ao expor suas idéias: "O senhor tem argumentos à bessa." Com o tempo, o sobrenome famoso perdeu a inicial maiúscula e os dois esses foram substituídos pela letra c com cedilha (ç).]

PODE TIRAR O CAVALO DA CHUVA
Significado: Pode esperar que vai demorar.
Histórico: No interior o meio de transporte mais utilizado é o cavalo. Além de não enguiçar nem parar por falta de combustível, o cavalo tem a vantagem de deixar clara a intenção do visitante na chegada. Se ele amarra o bicho na frente da casa, sinal de permanência breve; se leva para um lugar protegido da chuva e do sol, pode botar água no feijão, o moço vai demorar. Depois o sentido da expressão se ampliou para desistir de um propósito qualquer.

OVELHA NEGRA DA FAMÍLIA
Significado: Filhos que não têm bom comportamento.
Histórico: Histórico: A história dessa frase nasceu do milenar trabalho de pastoreio. Em todo o rebanho há um animal de trato difícil, que não acompanha os outros. Cuidando das ovelhas, protegendo-as dos lobos, providenciando-lhes os melhores pastos, o pastor não evita, porém, que uma delas se desgarre. É a "ovelha negra". Por metáfora, a frase passou a ser aplicada nas famílias e em outras comunidades, a filhos ou a afiliados que não têm bom comportamento. Na "Ilíada", de Homero (século IX a. C.) relata o sacrifício de uma ovelha negra como garantia do pacto celebrado entre Páris e Menelau, que resultou na guerra de Tróia. Mas ela não foi punida por mau comportamento. Como muitas ovelhas negras, era inocente. 

BATEU AS BOTAS 
Significado: Morreu.
Histórico: Esta frase é uma variante das tradicionais "Esticou as canelas", "Abotoou o paletó", "Partiu desta para melhor". O curioso, porém, é que se aplica apenas ao morto adulto, do sexo masculino, que tenha o costume de andar de botas ou ao menos calçado. O sapato tem sido símbolo de qualificação social ao longo de nossa história, tendo partilhado seu prestígio com certa marcas de tênis, em busca dos quais adolescentes delinqüentes chegam a matar. Provavelmente bate as botas ao morrer alguém de certas posses, ao menos remediado. Outros morto apenas esticam as canelas ou parte desta para melhor. No segundo caso, partem com estilo, fazendo dupla elipse, já que está subentendido que partiram desta para outra vida, que os comentadores antevêem mais favorável a quem partiu. Dependendo da herança, sua partida é mais favorável para quem ficou. As origens da frase residem no bom trato despedindo aos mortos, posto arrumadinhos nos caixões, com o paletó abotoado. Como, porém, as mulheres passaram a usar roupas semelhantes às dos homens, também elas podem abotoar o paletó à triste hora da partida. A pergunta, entretanto, permanece: triste para quem? Sábios, os latinos cunharam outra frase: "Requiescat in pacem" (descanse em paz). E há um emblema para as cerimônias da morte, o Requiem (Descanso). Um dos mais célebres é o de Mozart. 

CONVERSA MOLE PARA BOI DORMIR
Significado: Assunto sem importânica.
Histórico: Esta frase nasceu quando o boi era tão importante que dele só não aproveitava o berro. Tratado quase como pessoa, com ele os pecuaristas conversavam, não, porém, para fazê-lo dormir. Nas touradas, quando o boi ainda é touro, até sua fúria compõe o espetáculo. Na copa de 1950, o Brasil venceu Espanha por 6 a 1 e quase 200 mil pessoas cantaram touradas em Madri, de Carlos Alberto Ferreira Braga, o Braguinha, que termina com este verso: "Queria que eu tocasse castanholas e pegasse um touro a unha/ caramba, caracoles/ não me amoles/ pro Brasil eu vou fugir/ isso é conversa mole/ para boi dormir". 

DEU DE MÃO BEIJADA
Significado: Entrega espontânea
Histórico:  Esta frase nasceu do rito empregado nas doações ao rei ou ao papa. Em cerimônia de beija-mão, os fiéis mais abastados faziam suas ofertas, que podiam ser terra, prédios e outras dádivas generosas. O papa Paulo IV (1476-1559), em documento de 1555, aludiu a esses meios regulares de provento sem ônus, dividindo-os em oblações ao pé do altar e de mão beijada. Desde então a frase tem sido aplicada para simbolizar favorecimentos. Nunca de mão beijada, em 1998 foi a sexta vez que o Brasil disputou a final de uma copa do mundo. 

FALAR PELO COTOVELO
Significado: Falar demais.
Histórico: Tem origem nos gostos de faladores contumazes, que procuram tocar os interlocutores com os cotovelos em busca de maior atenção. O primeiro a registrar a expressão foi o escritor latino Horácio (65- 8 a .C.), numa de suas sátiras. O folclorista brasileiro Luís de Câmara Cascudo (1898-1986) referiu-se ao costume das esposas no sertão nordestino de cutucar os maridos à noite, no leito conjugal, buscando reconciliação depois de alguma briga diurna. Entre os estadistas, quem mais fala pelos cotovelos é o presidente de cuba, Fidel Castro.

INÊS É MORTA
Significado: Não adianta mais.
Histórico: Personagem histórica e literária, celebrada em Os lusíadas, de Luís de Camões (1524-1580), Inês de Castro (1320-1355) teve um caso com o príncipe Dom Pedro (1320-1367), com quem teve três filhos. Por reprovar o romance, a casa real condenou a dama castelhana que vivia na corte portuguesa à morte por decapitação. Ela literalmente perdeu a cabeça por um homem. Quando já era o oitavo rei de Portugal, Dom Pedro deu-lhe o título de rainha. Mas àquela altura logicamente isso de nada adiantava: Inês já estava morta. A frase passou a significar a inutilidade de certas ações tardais. É o título de romance do mineiro Roberto Drummond. 

MISTURAR ALHOS COM BUGALHOS
Significado:  Frase que sintetiza confusão.
Histórico: Frase de uso corrente na linguagem coloquial desde os tempos dos primeiros cultivos do alho, erva de que se aproveita o bulbo, principalmente como tempero. Os namorados, entretanto, procuram evitar pratos com tal condimento, já que o beijo fica mais adequado ao trato com vampiros e não com os amados, dado ao cheiro pouco agradável advindo de sua metabolização no organismo. Com o sentido de coisas desconexas e trapalhadas, foi registrada por João Guimalhões Rosa num de seus contos: "O senhor pode às vezes distinguir alhos de bugalhos, e tassalhos de borralhos, e vergalhos de chanfalhos, e mangalhos... Mas, e o vice-versa?" Com sua escrita plena de complexidades e sutilezas, o maior escritor brasileiro do século XX misturou muito mais do que alhos com bugalhos, criando novas palavras ao manter alho como sufixo de diversas outras, aproveitando a coincidência fonética de ‘bugalho’, do celta bullaca (conta grande de rosário, noz), rimar com alho, além de designar coisa parecida na forma. 

VÁ PENTEAR MACACOS
Significado: Não incomode, vá para longe.
Histórico: Esta frase, proferida como ofensa, é adaptação brasileira de um provérbio português: "Mau grado haja a quem asno penteia". Na tradição de Portugal, pentear burros e jumentos seria tarefa menor, quase desnecessária. Provavelmente o verbo significava escovar, um luxo para animais de carga. Mas no século XVIII, o animal já havia sido substituído por bugio em Portugal e por macaco no Brasil, tal como aparece em documentos de 1756 assinado pelo rei Dom José (1714-1777), que deve ter penteado muitos macacos, já que quem exercia o poder era o marquês de Pombal (1699-1782), que, inclusive, transferiu a capital do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro. A expressão está registrada por Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) em Locuções tradicionais do Brasil.

RASGAR SEDA
Significado: Elogiar exageradamente.
Histórico: A sabedoria popular costuma resumir seus ensinamentos em diretos e provérbios, quase sempre ligados a acontecimentos da vida cotidiana, mas sua permanência na memória depende dos registros escritos. Com a frase acima, não se deu diferente. Foi sempre sinônimo de elogios exagerados e está presente numa das comédias do fundador do teatro de costumes no Brasil, o dramaturgo Luís Carlos Martins Pena (1815-1848), em cena na qual um vendedor de fazendas vai à casa de uma moça para cortejá-la e, como pretexto, oferece-lhe alguns panos "apenas pelo prazer de ser humilde escravo de uma pessoa tão bela". Retruca a moça: "Não rasgue a seda, que esfiapa-se". 

É DE TIRAR O CHAPÉU
Significado: É muito bom.
Histórico: Foi no reinado de Luís XIV, o Rei Sol, que a França disciplinou as saudações feitas com o chapéu. O costume vinha dos templos da mais parda das eminências, o cardeal Richelieu, à época de Luís XIII. Os cumprimentos podiam ser feitos com um toque na aba; erguendo-o um pouco, sem retirá-lo da cabeça; tirando-o inteiramente ou fazendo-o roçar no chão, quase como uma vassoura, tudo dependendo da importância social de quem era saudado. Como se sabe, os Luíses XIII e XIV foram reis que se preocuparam muito com chapéus. Logo depois, um dos mais famosos da seqüência, Luís XVI, perdeu muito mais do que o chapéu: a própria cabeça, na Revolução Francesa.

É um elefante branco
Significado: É algo que não serve para nada.
Histórico: A origem desta frase vem de um costume do antigo reino de Sião, situado na atual Tailândia, que consistia no gesto do rei de dar um elefante branco aos cortesãos que caíam em desgraça. Sendo um animal sagrado, não poderia ser posto para trabalhar. Como presente do próprio rei, não poderia ser vendido. Matá-lo, então, nem pensar. Não podendo também ser recusado, restava ao infeliz agraciado alimentá-lo, acomodá-lo e ajaezá-lo com luxo, sem nada obter de todos esses cuidados e despesas. A frase foi utilizada pelo ex-presidente João Figueiredo para queixar-se dos excessivos gastos, não de uma estatal, mas de seu sítio do Dragão.  

ESTAR DE PAQUETE
Significado: Situação das mulheres quando estão menstruadas.
Histórico: Paquete, já nos ensina o Aurélio, é um das denominações de navio. A partir de 1810, chegava um paquete mensalmente, no mesmo dia, no Rio de Janeiro. E a bandeira vermelha da Inglaterra tremulava. Daí logo se vulgarizou a expressão sobre o ciclo menstrual das mulheres. Foi até escrita uma ``Convenção Sobre o Estabelecimento dos Paquetes``, referindo-se, é claro, aos navios mensais.

QUINTOS DOS INFERNOS
Significado: Amaldiçoar alguém ou local muito longínquo.
Histórico: Uma corrente (com variantes, é claro) associa o termo quintos ao imposto de 20% cobrados pela coroa portuguesa sobre todo o ouro fundido no Brasil. Falava-se em quintos mais ou menos como hoje ainda se fala em décimas, no sentido tributário. Em Parati, por exemplo, até hoje existe a velha Casa dos Quintos. O navio que levava a Lisboa o produto dessa arrecadação era a nau dos quintos; por causa da antipatia que os brasileiros sentiam por esse tributo, teria sido agregada a locução "dos infernos", ficando então completa a expressão. Outra corrente volta-se para Quintos, uma das freguesias de Beja, em Portugal. Como estava situada, na Idade Média, no limite do território português, a localidade era alvo constante das investidas dos chefes árabes que dominavam grande parte da Península Ibérica, o que tornava infernal a vida nessas paragens. Daí teria vindo o hábito de arrenegar os desafetos e inimigos, mandando-os para "os Quintos dos infernos". 

DORMIR COM AS GALINHAS
Significado: Dormir muito cedo.
Histórico: A expressão significa deitar-se cedo, logo ao anoitecer, como fazem as galinhas.

AMA-SECA
Significado: Babá.
Histórico: O termo surgiu na época da escravidão e correspondia à escrava que não amamentava. A escrava que dava de mamar era chamada de ama-de-leite.

entrar com o pé direito
Significado: Começar bem.
Histórico: A expressão surgiu no Império Romano e conseguiu se espalhar pelo mundo inteiro. Nas festas realizadas na antiga Roma, os convidados eram avisados de que deveriam entrar nos salões com o pé direito - dextropede. A medida, segundo os romanos, evitaria o agouro. Entre as personalidades brasileiras que disseram em público algo parecido está o nosso ilustre Rui Barbosa. Em discurso feito às vésperas da posse do marechal Hermes da Fonseca (1855-1923), disse a seguinte frase: "Que o novo presidente entre com o pé direito". 

catar milho
Significado: Datilografar ou digitar lentamente.
Histórico:  A expressão catar milho mostra a influência do mundo rural no urbano. Milho aqui está no lugar de grão: grão de milho, que é parte da espiga. Se alguns grãos caem no chão, se esparramam, cata-se um por um, como as galinhas fazem com o bico no terreiro quando se joga milho para elas. Catar milho tem um sentido metafórico, porque , ao utilizar somente um dedo só de cada mão, próprio de quem não fez curso para adquirir agilidade nessa tarefa, é semelhante ao ato de catar cada grão de milho no chão.

a EMENDA SAIU PIOR DO QUE O SONETO
Significado: O conserto ficou pior que o original.
Histórico:  Querendo uma avaliação, certo candidato a escritor apresentou soneto de sua lavra ao poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805) pedindo-lhe que marcasse com cruzes os erros encontrados. O escritor leu tudo, mas não marcou cruz nenhuma, alegando que elas seriam tantas que a emenda ficaria ainda pior do que o soneto. A autoridade do mestre era incontestável. Bocage levou essa forma poética a tal perfeição que fazia o que bem queria com um soneto, tornando-se muito popular, principalmente em improvisos satíricos e espirituosos, pelos quais é conhecido.  

ao deus dará
Significado: Deixado de lado.
Histórico: Esta famosa frase serviu originalmente de resposta de quem não queria dar esmolas. Homens duros de coração respondiam aos mendigos que lhe estendiam a mão: Deus dará. Eles não. Quem dependia da caridade pública ficava em má situação, ao Deus dará. A expressão cristalizou-se de tal forma que, no século XVII, um negociante português que vivia no Recife, de tanto proferir a frase, passou a tê-la acrescentada ao próprio nome. Ficou conhecido como Manuel Álvares Deus Dará. Seu filho, Simão Álvares Deus Dará, foi provedor-mor da fazenda do Brasil.

Projeto Seminário

Em geral, os seminários são mais comuns em aulas de História, Geografia, Ciências e Língua Portuguesa. Mas a técnica não tem restrições e pode ser utilizada em qualquer disciplina, conforme o planejamento do professor.
O seminário é instrumento que tem por objetivo permitir a um expositor que transmita informações a um público leigo sobre um determinado assunto pesquisado. Para que os ouvintes tirem proveito das informações, faz-se necessário que o expositor faça uso, com eficácia, da linguagem oral, assim como dos recursos materiais, caso sejam necessários na apresentação.
Por isso, quando se quer ensinar apresentação de seminário aos alunos, é fundamental que o trabalho seja planejado e organizado. Não se pode perder de vista que o objetivo principal da tarefa (transmitir, com eficácia, as informações) deve ser garantido.
A utilização do seminário de forma organizada e estruturada não só contribui para a aprendizagem dos ouvintes, como também para a aprendizagem daquele(s) que o apresenta(m). Este deverá pesquisar o tema abordado nas mais diversas fontes de informações; elaborar um esquema orientador da fala; utilizar os procedimentos lingüísticos discursivos característicos do gênero oral e, por fim, utilizar os recursos técnicos e materiais que, por ventura, sejam necessários na apresentação.

O QUE SE ESPERA DE UM SEMINÁRIO?

Ao final da atividade, espera-se que os alunos sejam capazes de:

•Realizar pesquisas sobre temas definidos;

•Transmitir com eficácia as informações pesquisadas;

•Utilizar o registro formal;

•Elaborar um esquema orientador da fala;

•Reconhecer as marcas lingüísticas características do gênero seminário;

•Utilizar recursos técnicos.

QUE RECURSOS PODEM SER UTILIZADOS EM UM SEMINÁRIO?

Cartolina para confeccionar cartaz, lápis preto, lápis de cor, borracha, caneta hidrocor, apagador, papel, mimeógrafo, giz, lousa. Folha de transparência, caso a escola tenha retro projetor ou slides produzidos em PowerPoint, caso a escola tenha computador e projetor. Xérox, vídeo cassete, fita de vídeo e filmadora também são ótimos recursos de auxílio ao desenvolvimento deste tipo de trabalho pedagógico.


COMO ORGANIZAR O AMBIENTE PARA UM SEMINÁRIO?

No momento da apresentação, organize a sala de aula de forma a facilitar o trabalho do grupo ou aluno que fará o seminário. Garanta que os ouvintes possam ver e ouvir o(s) apresentador(es). Círculo e semicírculo geralmente são disposições mais adequadas, principalmente se o debate estiver previsto na apresentação.

ENSINANDO A REALIZAR UM SEMINÁRIO

1º momento

Levante os conhecimentos prévios dos alunos com o objetivo de identificar o que eles sabem a respeito de como se organiza um seminário. Discuta com os alunos o que um seminário tem que ter qual o papel dos participantes (expositor, platéia, professor) e o que não pode acontecer durante a apresentação. Depois disso, apresente aos alunos sua proposta de trabalho. Explique o objetivo do trabalho e organize os grupos, definindo quem serão os interlocutores, os temas, como devem realizar a pesquisa, o que se espera dos alunos, o tempo de duração da preparação, a data da apresentação e os passos da tarefa. Deixe claro também que a avaliação se dará durante e no final da atividade.

2º momento

Como modelo de apresentação de seminário, solicite, por exemplo, que um outro adulto (especialista) prepare uma aula sobre um determinado assunto que seja de interesse dos alunos. Ou prepare um seminário você mesmo, utilizando, se possível, os recursos materiais que gostaria que seus alunos utilizassem em suas futuras apresentações. Por exemplo, cartazes contendo gráficos, tabelas, mapas, ou ilustrações, a própria lousa, mapas (do mundo, das regiões,...). Se a escola tiver filmadora, grave a apresentação do convidado, ou a sua própria, para fazer com os alunos a avaliação da postura dos apresentadores durante o seminário. Forneça o seguinte roteiro de observação aos alunos. Cada um, dentro do grupo, pode observar e registrar um aspecto diferente da apresentação.

ROTEIRO

Verifique como o apresentador:

•Abre a exposição. Que o forma utilizou para entrar em contato com o público? Qual foi a saudação inicial?

•Introduz o tema e delimita o assunto dentro desse tema. Fique atento, nesse item, a expressões do tipo: O assunto de minha exposição será... Abordarei nesta exposição alguns aspectos sobre...

•Desenvolve o tema. Veja se o apresentador é claro em sua maneira de falar, se as informações estão bem organizadas, se são coerentes e se têm uma progressão lógica.

•Finaliza a apresentação. Houve a retomada de forma sintética dos principais pontos da exposição? Observe expressões do tipo: Em resumo...; O que foi dito aqui foi... ; Para concluir...; Recapitulando, podemos dizer que...

•Lança, ao final, uma questão aos ouvintes, com o objetivo de desencadear uma discussão ou reflexão entre os participantes.

•Utiliza com eficácia os recursos materiais: cartazes, registro na lousa, equipamentos.

•Posiciona-se diante do público. Observe a direção do olhar, o tom de voz em cada situação. E um último aspecto, observe nas frases do apresentador algumas marcas lingüísticas como as expressões então; portanto; sobretudo; no momento; ao longo desta apresentação...; para finalizar... Vamos observar...


3º momento

Retome com os alunos os itens da aula anterior com o objetivo de socializar as observações. Caso a apresentação tenha sido filmada, utilize o filme para análise.


4º momento

Solicite aos alunos que retomem, em classe, os resumos dos temas já pesquisados para preparar a apresentação. Acompanhe-os na elaboração do esquema orientador da fala, utilizando algumas palavras-chave. Ensine-os a preparar os cartazes, destacando a importância da disposição das imagens e das frases de síntese. Mostre aos alunos como preparar transparências ou utilizar recursos da Informática (solicitando apoio da equipe do Fabiano) se for o caso. Incentive-os a se prepararem para o seminário por meio da releitura do que já foi pesquisado.

5º momento

De acordo com o número de grupos, reserve mais ou menos tempo para as apresentações. Caso a escola tenha filmadora, combine com os alunos a filmagem dos seminários para facilitar a avaliação final, uma vez que esta poderá ser feita a partir da análise das imagens do vídeo.
A avaliação deve acontecer no processo e no final. Durante o desenvolvimento do seminário, valorize os aspectos positivos dos alunos e oriente-os quanto aos aspectos que precisam melhorar. Ao final, tanto os alunos como você fazem comentários sobre o que mais gostaram bem como os pontos mais problemáticos que apareceram nas apresentações. Tanto os avaliadores (alunos) como os avaliados (expositores) devem ter clareza do objetivo dessas observações, qual seja, de contribuir para a melhoria das futuras apresentações.

Observação:

É essencial que você prepare um roteiro do seminário a ser realizado, discriminando os temas a serem pesquisados, habilidades a serem desenvolvidas pelos alunos, como serão organizados os grupos e quem pesquisará cada tema, datas de pesquisas e apresentações de cada grupo, tempo de duração de cada apresentação, itens a serem avaliados e menções correspondentes, material a ser produzido pelos componentes de cada grupo para ser entregue à turma (público que assistirá a apresentação do seminário), recursos que deverão ser utilizados e indicações bibliográficas.

Coordenação Pedagógica.

Professor e educador: a diferença.