quarta-feira, 10 de agosto de 2011

    Vamos por nossa imaginação em prática e construir muitos  brinquedos!!!!











Os benefícios dos chás medicinais


                        
De cultura milenar, a fitoterapia - uso de plantas para tratar doenças - tem se tornado cada vez mais popular no mundo todo. Hoje, os chás medicinais são usados para os mais diferentes fins, como acalmar, cicatrizar machucados, expectorar, emagrecer, combater enxaqueca e artrite, melhorar o sistema digestivo, diminuir a fadiga, a insônia e as dores musculares, e possuem a maior parte de seus benefícios comprovados cientificamente.
Confira as propriedades de algumas ervas:

Cidreira
Indutora do sono, alivia dores de cabeça e gases intestinais. É indicada para digestão, cólicas menstruais e intestinais, distúrbios renais, conjuntivites, tosse, espasmos, febres, diarréias, reumatismos, histerias, afecções do estômago, nervos e palpitações do coração. É sedativa, analgésica, calmante, diurética, hipotensora, depurativa e expectorante.

Marcela do Campo
É estimulante e contribui para o bom funcionamento do sistema digestivo. Indicada para males do estomago e cólicas intestinais.

Marapuama
É estimulante e combate a fadiga e a depressão nervosa.

Guaraná
Combate o esgotamento físico e mental. Tônico, estimulante e energético. Indicado em estado de debilidade e depressão nervosa. Estimula as funções cerebrais e favorece as funções e atividades intelectuais. Previne a arteriosclerose e artritismo.

Ginseng
É revitalizante, inibidor do crescimento das células cancerígenas e ativa a circulação do sangue. Combate o stress e estimula as funções sexuais.

Boldo
Estimula a digestão, a secreção biliar, os distúrbios intestinais e hepáticos. O chá combate a prisão de ventre, gases intestinais, transtornos do fígado e atua na degradação de gorduras.

Camomila
Desintoxica o fígado, auxilia no tratamento de reumatismo e da excitação nervosa, alivia enxaqueca, dores de dente, insônia, enjôos e é tônico para pele. É antiinflamatório e calmante, utilizado em crises histéricas, depressivas e febres intermitentes.

Cidreira
Indutora do sono, alivia dores de cabeça e gases intestinais. É indicada para digestão, cólicas menstruais e intestinais, distúrbios renais, conjuntivites, tosse, espasmos, febres, diarréias, reumatismos, histerias, afecções do estômago, nervos e palpitações do coração. É sedativa, analgésica, calmante, diurética, hipotensora, depurativa e expectorante.

Carqueja
Indicado para má digestão, cansaço físico, prisão de ventre, gastrite, azia, anemia, fígado, rins, diabetes, inflamações urinárias, próstata, colesterol, gota, gastrite, afecções do baço e angina. Auxilia no processo de desintoxicação e emagrecimento. É revigorante das funções genitais, diurético, antiasmática, antibiótica e depurativa.

Erva Doce
Acalma os nervos, elimina o mau hálito, as toxinas da pele, as cólicas intestinais e do ventre. Estimula o apetite, a digestão e a secreção biliar. Restaura o fluxo menstrual e aumenta o leite das lactantes. Bom contra azia, também utilizado na culinária como aromatizante.

Hortelã
Indicada para o tratamento da febre, vermes, espasmos, gases intestinais, sistema nervoso, inflamações uterinas, resfriado, faringite, tosse, problemas de garganta, coceiras, inchaços, dor de cabeça, rinite, conjuntivite, cólicas, diarréia, problemas estomacais, intestinais e respiratórios. O chá é estimulante digestivo, anti-séptico, descongestionante nasal, anestésico e analgésico.

Chá Preto
Alivia os sintomas da depressão e dor de cabeça. É tônico, energético, estimula os nervos, músculos e cérebro e auxilia no tratamento de obesidade. É o chá mais consumido no mundo.

Canela
É indicado contra ulcerações da gengiva, mucosa da boca, dores estomacais, diarréia, calafrios, tosses, amenorréia, pressão baixa, respiração ofegante, espasmos, escorbuto e reumatismos.

Porangaba
É altamente diurética, não laxativa, elimina o excesso de gordura e edemas. Tem ação tônica sobre a circulação e auxilia no emagrecimento. Auxilia no combate da fadiga, asma, bronquite, diarréias agudas, cólicas intestinais e inflamações renais. Ajuda a diminuir a barriga, estômago alto, pernas inchadas e gorduras localizadas.

Chá Misto de Morango
É depurativo, vermífugo e diurético. Combate as areias da bexiga, retenção da urina e inflamação dos rins. Indicado em casos de azia, diarréia, reumatismo e gota. Contém cálcio, ferro, fósforo e vitamina C.

Chá Misto Sabor Maracujá
É refrescante, sedativo, calmante, diurético, desinfetante, antiinflamatório e depurativo. Indicado para insônia e dores em geral. Combate diabete, asma e diarréia. A raiz e a semente combatem vermes.

Chá Misto Sabor de Cereja
Calmante, vermífugo, elimina cálculos renais e da bílis. È bom para dores reumáticas, nervos, diarréias e regulador do sono. Combate gripes, anginas do peito e afecções da garganta.

Chá de Abacaxi
Auxilia nas doenças respiratórias, dor de garganta, bronquite e previne osteoporose. É expectorante, depurativo, diurético, auxilia a digestão e as funções do fígado.

Chá de Maçã
É tônico, calmante, sonífero e diurético. Possui atividades antibacteriana, antiviral, antiinflamatória, ativa o fígado e dissolve o ácido úrico.

Chá de Frutas Cítricas
Rico em vitamina C, é calmante, contribui para o bom funcionamento do intestino e evita problemas na garganta.
Fonte: http://o2porminuto.uol.com.br/scripts/materia/materia_det.asp?idMateria=3304

Como ensinar meu filho gostar de ler?


Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.
(Bill Gates)

Como educadora,  muitas vezes me deparo com crianças que têm dificuldades advindas da falta do hábito da leitura. Alguns alunos têm dificuldades em entender textos, dificuldades na produção de textos, escrita com muitos erros ortográficos e até mesmo interpretar problemas matemáticos.
Os pais são as pessoas que mais influenciam na educação de seus filhos. Um dos seus (muitos) papeis é ajudá-los a aprenderem e a gostarem de ler.
Aqui estão algumas sugestões sobre como você pode ajudar a tornar a leitura uma experiência positiva, desde cedo na vida de seu filho.

1. Escolha uma hora bem calma e um livro adequado
Sabemos que o mercado nos oferece uma grande quantidade de livros os quais chamam atenção das crianças pela cor e por seus personagens. Ajude seu filho a escolher essa leitura com cuidado, pois existem livros cujos assuntos são inadequados ao bom desenvolvimento do caráter da criança.

2. Faça da leitura um prazer
A leitura precisa ser algo prazeroso. Sente com seu filho. Tente não fazer pressão se ele ou ela estiverem indispostos. Se a criança perder interesse, faça algo diferente. O tempo de leitura varia de acordo com a maturidade da criança, quanto maior for a idade da criança, mais tempo ela conseguirá se concentrar na leitura.

3. Mantenha o ritmo
Se ele pronunciar uma palavra errada, não interrompa imediatamente. Ao invés disso, dê a oportunidade para auto-correção. É melhor ensinar algumas palavras desconhecidas para manter o fluxo e o entendimento da frase do que insistir em fazê-lo pronunciar o som exato das letras.

4. Seja positivo
Se a criança diz algo quase certo no início de uma frase, tudo bem. Não diga "Não, está errado", mas sim "Vamos ler isso aqui juntos" e dê ênfase às palavras quando pronunciá-las. Aumente a confiança da criança com dizeres positivos a cada pequena melhoria que ela conseguir. "- Muito bom! Você aprende rápido!" "- Certo! Você é muito inteligente" etc.

5. Sucesso é a chave
Pais ansiosos para que seus filhos progridam podem, erroneamente, dar livros muito difíceis. Isso pode causar o efeito oposto ao que eles estão esperando. Lembre-se "Nada faz tanto sucesso quanto o sucesso". Até que seu filho tenha adquirido mais confiança, é melhor continuar com livros fáceis. Pressioná-lo com um livro com muitas palavras desconhecidas não vai ajudar, muito pelo contrário. Não haverá fluxo, o texto não vai ser entendido e provavelmente a criança vai se tornar relutante com a leitura. Então dê prioridade a livros de acordo com a faixa etária de seu filho.

6. Visite a Biblioteca
Encoraje seu filho a retirar livros na biblioteca da escola ou na biblioteca pública. Leve-o até lá e mostre, com calma, tudo que ele precisa.

7. Pratique regularmente
Os professores da escola têm um tempo limitado para ajudar individualmente a leitura dos alunos.
Tente ler com seu filho todos os dias da semana. Programe o "horário da leitura", nessas horas a TV ou o computador devem ser desligados (é muito difícil competir com jogos e desenhos animados). Se houver outras crianças em casa, esse horário pode ser o mesmo para todos. Mas lembre-se para se tornar hábito, deve ser todos os dias e no mesmo horário.

8. Converse com o pimpolho
Aproveite esses momentos para estar perto do seu filho, ele só será um bom leitor se você valorizar a leitura. Sempre converse com ele e faça comentários positivos. Assim a criança vê que você está interessado em seu progresso e que você valoriza a leitura.

9. Fale sobre os livros
Ser um bom leitor é muito mais do que simplesmente ler palavras corretamente. O mais importante é entender e refletir sobre o que está lendo. Sempre fale com seu filho sobre o livro, sobre as figuras, sobre as personagens, como ele acha que vai ser o final da história, sua parte favorita etc.
Assim você vai ver como está o entendimento dele e poderá ajudá-lo a desenvolver uma boa interpretação.

10. Varie sempre
Lembre que as crianças precisam experimentar vários materiais de leitura. Por exemplo, livros só de figuras, quadrinhos, revistas, poemas e até os jornais (mostre a ele a parte com palavras cruzadas e, claro, as tirinhas e charges). 

Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada

 



Sites nota DEZ



Gazeta Mercantil


Psicologia e Sexualidade


O que é AIDS?


Doenças no Brasil

Autoestima: uma tarefa para pais e educadores

PAULA DELY
CRP 08/08505




   Uma preocupação constante na vida de pais e educadores se refere à autoestima de crianças e adolescentes. Sem dúvida, é um grande incômodo constatar que algumas crianças nem sempre são capazes de perceber as próprias qualidades, mesmo quando estas saltam aos olhos. Como se isso não bastasse, o senso comum, as revistas e os sites da Internet estão constantemente abordando esse conceito, bombardeando-nos a todo o momento com testes mágicos capazes de avaliar nossa autoestima, trazendo dicas maravilhosas que prometem aumentá-la e contribuindo para a saúde psicológica de nossas crianças e adolescentes.

   É bem verdade que a autoestima, quando característica fortemente presente na estrutura interna de uma criança, é capaz de assegurar seu desenvolvimento saudável. Mas é necessário avaliar o que significa realmente essa palavrinha rodeada por uma mágica capaz de resolver todos os males da atualidade.

  A autoestima se refere à capacidade de acreditarmos em nossas habilidades e potencialidades. É um elemento que se desenvolve na infância e depende de como e do quanto fomos valorizados pelas pessoas que amamos.  Conhecer nosso valor depende de que alguém o aponte e nos estimule. Mas como se faz isso no dia-a-dia?

   A criança pequena embasa seus comportamentos nas respostas que seus pais são capazes de lhe dar. Se ela passa horas desenhando e pintando, é muito provável que ela leve seu desenho ao pai e à mãe para que estes aprovem seu feito com toda a satisfação e alegria. É essa aprovação, marcada pelo olhar afetivo e o interesse espontâneo, que fará com que ela perceba que é capaz de realizar pequenas tarefas.

   Mas muitos pais, na ânsia de criarem filhos perfeitos e capazes de contornar as dificuldades normais da vida, costumam exigir de uma criança um padrão muito alto de perfeição, quase impossível de ser alcançado, salvo com extremo esforço e ansiedade. A criança, em sua necessidade incondicional de agradar aos pais, luta para atingir esse ideal, mas, como seria de se esperar, frustra-se com frequência, restando a ela apenas a sensação de que nada do que faz é suficientemente adequado.

   É por essa razão que pais e educadores devem estar constantemente atentos às capacidades de cada criança em suas respectivas fases de desenvolvimento. Em cada etapa de seu amadurecimento, a criança mostra-se capaz de superar determinados obstáculos, e isso deve ser obrigatoriamente estimulado por aqueles que a rodeiam. Esse estímulo não se resume à simples atitude de cumprimentá-la por seu esforço e conquista, mas envolve, principalmente, o olhar atento, o afeto demonstrado e o orgulho de enxergar no filho e no aluno um ser humano em desenvolvimento.

   A vida é naturalmente repleta de dificuldades, e nós, adultos, sabemos que convém a uma criança aprender a superá-las, uma vez que não somos poderosos e eternos para impedir que a vida siga seu curso. A tarefa que nos cabe então é assegurar que crianças e adolescentes sintam-se capazes de confiar em si mesmos e de proteger o que é mais importante para eles — o valor e a certeza de quem são e do que podem superar.

Fonte: Portal Educacional

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Uma reflexão sobre o ato de ofender


THAÍS NICOLETI DE CAMARGO
Colunista da Folha Online

"A função essencial da língua é a representação mental da realidade, mas o seu sistema é alterado pelos falantes com o fim de exprimir emoções e de influir sobre as pessoas." (Nilce Sant'Anna Martins- "Introdução à Estilística")

A frase da epígrafe é uma lição de estilística, mas, deslocando um pouco o foco do estudo do estilo propriamente dito e pensando na língua, de modo geral, sobretudo na falada, vemos que, na maior parte das vezes, ela é usada para exprimir emoções e influir sobre as pessoas. No dia-a-dia, pode até ser essa a sua função precípua. É fonte de preocupação, por isso mesmo, o poder que as palavras têm de influir sobre nossos estados de ânimo. Fica a impressão de que, muitas vezes, as palavras ultrapassam as intenções de quem as profere.

A intelecção será ainda um mistério? Daquilo que ouvimos, que porção realmente nos chega à razão e à emoção? Ouvimos realmente o que realmente foi dito ou haveria um espaço, um buraco negro da comunicação para onde se desviaria uma boa parcela de nosso material pensado?

Um tema que merece reflexão é a ofensa. As palavras podem ser usadas, de maneira grosseira ou polida, com o mesmo abjeto propósito, o de ofender. A ofensa grosseira, falta de sutileza, é aquela que lança mão do vocabulário chulo, de termos pertencentes ao estrito repertório do maldizer. Quando a pessoa parte para a ignorância, ou seja, xinga a outra, fazendo uso dos chamados palavrões, pouco importa o conteúdo semântico de cada um deles.

Qualquer uma dessas palavras indica apenas que a guerra está declarada. Geralmente, o declarante vocifera um palavrão, se bem que o palavrão também pode ser dito em voz baixa e, nesse caso, a situação é ainda pior.

É próprio do palavrão ser dito em voz alta, como expressão da indignação, do descontrole provocado por alguma circunstância; a palavra grosseira, tal qual uma interjeição, emerge como um clamor. Ora, dizer um palavrão em voz baixa denota, portanto, um acréscimo de má-fé. Tal atitude demonstra frieza e astúcia, consciência do mecanismo da ofensa. Trata-se do palavrão doloso, que conhece seu alcance e, numa espécie de auto-ironia, comporta-se como uma palavrinha gentil, aumentando, assim, seu poder de fogo.

Não é à toa que se vêem reações estouvadas a palavras inaudíveis. E o culpado é sempre aquele que perde as estribeiras, independentemente daquilo que ouviu dito em tom de sussurro. Exemplo recente disso se viu no jogo de futebol da França contra a Itália na última Copa do Mundo, quando o atacante francês Zinedine Zidane respondeu com uma cabeçada a algo que ninguém além dele ouviu. A opinião pública insurgiu-se contra o visível, a cabeçada, que lhe valeu flagrante punição. A palavra dita em voz baixa, em tom de galanteria, ninguém ouviu, ninguém sabe, ninguém viu. Especulações não faltaram (até mesmo para justificar o golpe do atacante), mas o que salta aos olhos é o poder que tem a palavra dita de interferir em nossas emoções.

A opinião dominante, politicamente correta ou aceitável, insistiu em afirmar que Zidane, com toda a sua experiência,deveria ter-se controlado, já que futebol é assim mesmo, provocação é parte do jogo etc.e tal. É fácil falar. A experiência do craque, seu bonito futebol, seus anos de janela, como se diz, nada disso impediu a sua reação. A pergunta que fica é, portanto, por que palavras podem provocar emoções, que poder é esse que elas têm de influir sobre o estado de ânimo das pessoas? As palavras atuam diretamente sobre nossas emoções; qual é o limite entre razão e emoção?

No capítulo das ofensas, que é mais vasto do que poderíamos supor, estão as ironias e até o silêncio de desprezo, todas formas de expressão que visam influir sobre o moral do outro. A palavra também pode produzir alegria, contentamento, satisfação, vontade de viver. O elogio, antítese da ofensa, é o responsável por essa mágica.

Em nosso mundo cada vez mais cínico, todavia, até o elogio é visto com desconfiança. Quantas vezes dizemos diante de um elogio, mesmo que seja em tom de brincadeira, que a outra pessoa está dizendo aquilo porque está querendo algo de nós? Está sempre implícita a possibilidade de falsear o elogio. Pergunta-se, então, por que as pessoas falseiam os elogios (e o fazem freqüentemente, sabemos disso). Fazem-no porque sabem que as palavras elogiosas atuam positivamente sobre o ânimo do outro, tanto quanto as palavras ofensivas atuam negativamente.
Ocorre ainda que um elogio flagrantemente falso torna-se com facilidade uma ofensa. É aí que se instaura a ironia. Se fazer ironia for a real intenção, o falante será bem-sucedido, mas, se o intuito for mesmo o de elogiar, é bem possível que se dê espaço a uma gafe.

A ofensa, venha de quem vier, é sempre terrível porque colide com nossa auto-imagem. Quanto maior a colisão com nossa auto-imagem, maior será o poder de fogo da ofensa. 'O que vem de baixo não me atinge' é sempre uma boa resposta às ofensas, mas a frase é por demais racional para ser lembrada no momento oportuno. Além do mais, venha de onde vier, a ofensa sempre atinge.

O insulto em público é dos piores que pode haver, pois, além de seu conteúdo ofensivo, daquilo que, por si só, provocaria no outro, conclama a opinião pública a posicionar-se. Surge o temor de que os outros concordem com os comentários desabonadores; afinal, os impropérios levam a platéia a refletir e a formar opinião a respeito de uma coisa sobre a qual talvez jamais fosse refletir e, além de tudo, obrigam a uma resposta à altura para demonstrar aos circunstantes que o ofendido é, além de vítima, superior. O ofendido, entretanto, jamais se sente superior, por mais que tente convencer a si próprio disso. A ofensa ecoa, reverbera por muito tempo e é próprio dela rebaixar, solapar, arruinar.

A ofensa vinda de quem amamos é talvez a mais dolorosa. Põe em xeque a imagem que construímos de nós na relação com o ente querido. Faz-nos desmerecedores do amor alheio, amesquinha-nos, humilha-nos, fere-nos mortalmente.

O curioso é que uma ofensa nunca parece falsa, como ocorre com o elogio. Daí que a ofensa empana o elogio, mas não há elogio que apague uma ofensa. O pedido de perdão pode compensar o ofendido, mas também pode ser visto como falso, interesseiro. Vê-se, portanto, que o poder da ofensa é difícil de mensurar. Os estragos que ela produz vão além do calor da hora em que é proferida. Ofender, por isso mesmo, acaba sendo pior que ser ofendido, já que à vítima ainda resta o consolo e a solidariedade que se costuma emprestar aos ultrajados.

Entre aqueles que se valem dos e-mails, o uso de maiúsculas em todas as letras é visto como ofensivo, equivale a estar gritando com o outro. Ai de quem não conhece esses novos códigos e se mete a ofender por aí sem saber...        

Thaís Nicoleti de Camargo, consultora de língua portuguesa, é autora dos livros "Redação Linha a Linha" (Publifolha), "Uso da Vírgula"(Manole) e "Manual Graciliano Ramos de Uso do Português" (Secom - Estado de Alagoas) e colunista do caderno "Fovest" da Folha de S.Paulo. E-mail: mailto:thaisncamargo@uol.com.br