sábado, 4 de junho de 2011

Material Didático Gratuito

Au    Bom, o pessoal sempre me procura e pergunta se eu conheço algum lugar onde tenha algum material gratuito de ciências, para que possam aproveitar em aulas. Com isso, escrevi o artigo Material didático grátis, mas ele só de uma fonte (a Biblioteca Digital de Ciências). Por conta disso, cá estou eu, novamente, escrevendo mais um artigo, agora com outras fontes para auxiliar você a encontrar aquilo que precisa.
MICRO&GENE – Atividades de Ensino de Biologia: eu já trabalhei com o pessoal que criou esses materiais (inclusive participei da criação de umas imagens e a diagramação de alguns manuais) e posso dizer que o material é muito bom e, o melhor de tudo, é grátis!
Instituto de Biociências – USP – Materiais Didáticos diversos: quando eu ainda trabalhava lá, o pessoal ainda estava começando a colocar um material lá. Eu indico o “A Botânica no cotidiano”, já que é voltado para a capacitação de professores, mas tem outros materiais bem legais, lá! Tem que dar uma olhada em tudo…
Botânica Online: Acabei de achar… ainda não dei uma olhada aprofundada, mas pelo que eu vi, tem alguns materiais para alunos do Ensino Médio e, convenhamos, quem tem que dar aula de botânica, na maioria das vezes, faz cara feia! Então, se tiver um material de apoio, os alunos agradecem!
Portal do Ensino de Ciências: pelo que eu entendi, tem algumas subdivisões. Mas para facilitar a vida de todos, vou colocar aqui os links separados. São eles:
Ludoteca: tem algumas simulações em flash que vai deixar os professores de Física muito felizes! Além disso, tem várias atividades propostas. Vale a pena olhar tudo, com calma.
ABC na Educação Científica Mão na Massa: o site é meio esquisito, com alguns links aparentemente redundantes, outros em branco, mas tem algumas coisas legais. Um pouco confuso, mas com algumas coisas interessantes. No espaço do professor, tem a parte dos Módulos e Atividades, um bom lugar para começar.
Arte e Literatura no Ensino de Ciências – Aliens na Ciência: não vou negar que pensei automaticamente nos caras do The Big Bang Theory, mas a ideia* é muito legal! Juntar literatura (ficção científica) e ciências. Acredito que muitas atividades muito legais possam sair dessa união.
Science Museum: depois que me mudei para Londres, comecei a frequentar bastante o Museu de Ciências. É um museu muito legal, cheio de atrações grátis, voltadas para chamar a atenção das crianças (e, por consequência, dos adultos que nunca deixam de ser crianças hehehe). O material está, obviamente, em inglês, mas é muito bom! E eles estão sempre disponibilizando novas atividades lá. Vale a pena se inscrever no newsletter para receber novidades de lá!
Natural History Museum: da mesma forma, o Museu de História Natural daqui é espetacular! E, como não poderia deixar de ser, também disponibiliza material didático para os professores interessados. Já indico, logo de cara, a atividade: A Day in the Life of a Scientist.
GEPEQ – Grupo de Pesquisa em Educação Química: conheço algumas pessoas do grupo e sei que o material produzido por eles (e disponibilizado) é muito bom! Valeu a pena dar uma fuçada em tudo por lá. Só não gosto do site, com aquela fonte Comic Sans terrível!!!
    Bom, assim que eu for achando outros lugares, ou escrevo algum outro post ou atualizo esse daqui. Ah, se você souber de algum outro lugar e quiser compartilhar com todos que aqui visitam, deixe um comentário com o link e seus comentários!
UPDATE: esqueci de citar os sites do artigo Vídeos e animações de Ensino de Física que eu já tinha comentado antes!
Até mais!
* ainda não me acostumei com a ideia de escrever ideia sem acento por conta do acordo ortográfico da língua portuguesa, mas estou me esforçando…
Gledsley Müller, sou biólogo, mestre em Ensino de Ciências.

Coleções do Ensino Municipal


Coleções do Ensino Municipal
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SME/DOT, 2006
O Projeto Toda Força ao 1º Ano do Ciclo I, é voltado para alunos e professores dessa série. O objetivo é fazer com que, ao final do primeiro ano letivo, nenhuma criança tenha dificuldade para ler e escrever. Alfabetizar todos os alunos até o final do 1º ano do Ciclo I é fundamental, dada a importância que esse período de escolaridade representa na vida dos alunos. Para isso, prevê a formação de coordenadores pedagógicos e professores, além da elaboração de materiais de orientação para professores, pais e alunos, convênios com instituições de ensino superior, e distribuição de materiais didáticos. Além disso, o projeto alocará um auxiliar de ensino (estudante de Pedagogia ou Letras), para ajudar o professor na alfabetização em sala de aula.
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SME/DOT, 2006
O Projeto Intensivo no Ciclo I, pretende criar classes especiais de recuperação, para zerar o número de alunos insuficientemente alfabetizados. Prevê a organização de salas de aulas do PIC nas escolas, com até 35 alunos retidos no 4º ano. O PIC - 3º ano é uma etapa de recuperação intensiva dos conteúdos curriculares fundamentais para os alunos que chegarem ao final do 2º ano do Ciclo I sem o suficiente avanço na alfabetização, com o principal propósito de não prorrogar a correção do fluxo para o final do Ciclo I.
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SME/DOT, 2007
Os Guias de Planejamento e Orientações Didáticas foram produzidos tomando-se como referência as expectativas de aprendizagem para o 3º e 4o ano do Ciclo I, são ferramentas que visam auxiliar a organização do trabalho diário com a comunicação oral, a leitura, a escrita e a matemática. Contém uma diversidade de propostas didáticas e orientações que, contribuirão para o planejamento do professor e da escola.
O Guia de Estudo para Horário Coletivo de Trabalho pretende ser mais um instrumento para colaborar nas ações e dar suporte ao professor e ao coordenador pedagógico e melhorar a qualidade do ensino. É uma coletânea de 40 textos extraída de diferentes publicações, escritos por educadores e pesquisadores que conhecem profundamente o assunto que nos interessa: a aprendizagem da leitura e da escrita.
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SME/DOT, 2007
 
As orientações curriculares foram elaboradas com base nas experiências dos professores da rede, trazem os conceitos de cada área, os critérios para a seleção de conteúdos e aquilo que a criança precisa aprender ano a ano. Os cadernos abordam todas as áreas do conhecimento, da educação infantil ao último ano do ensino fundamental, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA). São contemplados tanto conteúdos conceituais como os procedimentos necessários aos alunos para progredir em seu aprendizado. A implementação das orientações curriculares ocorrerá a partir de ações de formação continuada; produção de vídeos de apoio para formação, elaborados em parceria com a TV Cultura.
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SME/DOT, 2007
Referenciais de expectativas para o desenvolvimento da competência leitora e escritora no ciclo II do Ensino Fundamental
Os Referenciais de expectativas para o desenvolvimento da competência leitora e escritora no Ciclo II do Ensino Fundamental – Regular e EJA são documentos de trabalho que pretendem potencializar os recursos existentes na escola. O objetivo da coleção é contribuir para a reflexão e o debate da equipe pedagógica das Escolas, no tocante à responsabilidade de todas as áreas de conhecimento, na tarefa de ensinar a ler e escrever e dar subsídios para o planejamento das ações dos professores a partir da indicação daquilo que cada estudante precisa ser capaz de realizar, progressivamente, nos diferentes anos do Ciclo II do Ensino Fundamental, em relação ao domínio das habilidades de leitura e de escrita para gêneros de texto das esferas escolar, de divulgação científica, jornalística e literária.
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SME/DOT, 2010
A coleção de Cadernos de Orientações Didáticas para a Educação de Jovens e Adultos é mais um recurso didático que tem o objetivo de subsidiar o trabalho docente e contribuir para o desenvolvimento profissional do professor de EJA. É fruto de trabalho realizado com um grupo de professores da EJA que, ao longo do processo, participaram de encontros na Secretaria Municipal de Educação, onde puderam discutir, comentar e sugerir formas de apresentação dos tópicos abordados que pudessem contemplar seus anseios.

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SME/DOT, 2011
Os materiais de Recuperação de Língua Portuguesa  foram organizados para favorecer a autonomia didática dos professores e apoiar suas ações com os alunos que ainda não construíram o seu conhecimento sobre o sistema de escrita alfabética.
Consideramos que é função da escola e papel do professor a função de recuperar as aprendizagens dos alunos, planejar e propor boas situações de aprendizagens para que, realmente, todos os alunos possam se tornar usuários competentes da leitura e da escrita, e assim continuar estudando e aprendendo com sucesso.
                                Recuperação Matemática                         

Legislação para organização das unidades educacionais em 2011



Dispõe sobre diretrizes, normas e períodos para a realização de matrículas na Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos - EJA, na Rede Municipal de Ensino e nas Instituições Privadas de Educação Infantil da Rede Indireta e Conveniada e dá outras providências.


Dispõe sobre as diretrizes para a elaboração do CALENDÁRIO DE ATIVIDADES - 2011 nas Unidades de Educação Infantil, de Ensino Fundamental, de Ensino Fundamental e Médio, de Educação de Jovens e Adultos e das Escolas Municipais de Educação Especial da Rede Municipal de Ensino.


Dispõe sobre o cronograma e execução de serviços nos CEIs indiretos e nas Creches / CEIs da Rede Particular conveniada, para o ano de 2011, e dá outras providências.


Dispõe sobre a organização das Unidades de Educação Infantil, de Ensino Fundamental, de Ensino Fundamental e Médio e dos Centros Educacionais Unificados da Rede Municipal de Ensino, e dá outras providências.


Estabelece normas transitórias para a reorganização da Educação Infantil/2011 nas Unidades Educacionais da Rede Municipal de Ensino, e dá outras providências


Dispõe sobre diretrizes, normas e períodos para a realização de matrículas no Ensino Médio, no Curso Normal em nível médio e na Educação Profissional Técnica de nível médio na Rede Municipal de Ensino e dá outras providências.


Altera o artigo 7º da Portaria nº 5.555, de 22/10/10 que dispõe sobre a organização das Unidades de Educação Infantil, de Ensino Fundamental, de Ensino Fundamental e Médio e dos Centros Educacionais Unificados da Rede Municipal de Ensino e dá outras providências


Site nota DEZ








Não nascemos prontos - Prof. Me. Dr. Mario Sergio Cortella

1a. Parte

2a. Parte

3a. Parte

4a. Parte

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Proposta para a educação

02 de junho de 2011 - 0h 00
Fernando Reinach - O Estado de S.Paulo

            Você lembra o número do telefone de seu dentista? Onde estão suas músicas preferidas? E a história de seu país? Essas informações estão fora de seu corpo, talvez no seu telefone celular, nos CDs e nos livros que enchem as estantes.
            Estamos tão acostumados a guardar, buscar e utilizar informações armazenadas em instrumentos de memória extracorpórea que é quase impossível imaginar como seria nossa existência sem essas tecnologias. Mas a realidade é que, durante a maior parte da existência do Homo sapiens, o único instrumento de que dispúnhamos para armazenar informação era nossa memória e a memória de nossos conhecidos.
            O processo de acúmulo de informações surgiu quando nossos ancestrais começaram a se comunicar, talvez 1 milhão de anos atrás. Antes, a informação acumulada por uma pessoa desaparecia com sua morte.
            O que para nós é difícil de compreender é que durante 995 mil desses últimos 1 milhão de anos toda a informação acumulada por nossa espécie estava armazenada exclusivamente em nossa própria memória. Não havia instrumentos de memória extracorpórea, a escrita não tinha sido inventada. Os desenhos e outras formas de arte, apesar de úteis, são incapazes de estocar muita informação. Faz menos de 5 mil anos que aprendemos a escrever e aos poucos pudemos retirar de nossa memória parte da responsabilidade de estocar a informação coletada pela humanidade. Surgiram os livros, depois os discos e os computadores.
            É quase impossível imaginar como foi nossa relação com a memória cerebral durante centenas de milhares de anos. Imagine um mundo onde qualquer informação esquecida não pudesse ser recuperada. Foi neste ambiente que nosso cérebro evoluiu e foi moldado pelo processo de seleção natural. A educação de um indivíduo obrigatoriamente passava pela tarefa de memorizar as informações acumuladas por seus antepassados. As histórias, as músicas, os alimentos, como caçar e como tratar doenças. Cada indivíduo, antes de se considerar educado, deveria memorizar todas estas informações. Educar era antes de tudo lembrar.
            Com o desenvolvimento da escrita, as tradições orais foram colocadas no papel e cuidadosamente replicadas. Mas só muito recentemente a prensa de Gutenberg se espalhou pela Europa e os livros puderam chegar a grande parte da população. Foi nesta época de transição, entre o uso exclusivo da memória e a introdução dos instrumentos de memória extracorpóreos, que surgiram as escolas. A disponibilidade da informação nesses instrumentos ainda era limitada e a educação tinha como objetivo "copiar" no cérebro de cada indivíduo grande parte da informação acumulada pela humanidade. Mas, enquanto esse sistema de ensino se espalhava e as crianças estavam memorizando acidentes geográficos, por exemplo, o aprimoramento dos mecanismos de memória extracorpórea permitiu que a quantidade de informação acumulada crescesse exponencialmente.
            Nosso sistema de educação estava condenado ao fracasso antes de poder se espalhar. Hoje é impossível ensinar ou aprender tudo o que a humanidade sabe. Os anos de estudo se prolongam e a quantidade de informação a ser ensinada se multiplica. A especialização, grande esperança do século 20, inibe a criatividade, condena as pessoas a viverem em um microcosmo e acirra conflitos entre habitantes de cada microcosmo. São agricultores que não entendem o ecossistema, ecologistas que não entendem a evolução. E, pior, pessoas que não sabem aprender fora da escola.
            Talvez seja a hora de pensar numa mudança radical no processo de educação. Ele não deve ter como objetivo copiar a informação para nosso cérebro. Da mesma maneira que deixamos de decorar o número do telefone do dentista, o objetivo da educação deveria ser capacitar as pessoas a explorar, capturar, selecionar, julgar e utilizar as informações acumuladas nos mecanismos de memória extracorpórea. Deveríamos também ensinar as pessoas a organizar, sistematizar e depositar informações nesses mecanismos extracorpóreos, tanto individualmente quanto coletivamente. As informações utilizadas durante o ensino seriam somente exemplos que permitiriam aos alunos aprender a navegar pelo mar de informações. Aos 21 anos deixaríamos para sempre o ambiente escolar, cada jovem diferente de todos os outros, mas todos capazes de estudar e aprender durante o resto da vida.

BIÓLOGO

MAIS INFORMAÇÕES: LIVRO "MOON WALKING WITH EINSTEIN. THE ART AND SCIENCE OF REMEMBERING EVERYTHING", DE JOSHUA FOER. THE PENGUIN PRESS, 2011 (FERNANDO@REINACH.COM)

Fonte: Estadão 

Portal da Educacional - Escolas Adventistas